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Agora a Sério

Um local sério para se falar das coisas sérias de todos os dias. Só para pessoas que se levam muito a sério.

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O Hugh Grant voltou

Eu sempre fui fã do Hugh Grant, desde os tempos do Notting Hill. A culpa é da mãe, claro, que gosta de todos os homens charmosos do cinema: Kevin Costner, Pierce Brosman e claro, o Hugh Grant, que tem aquele ar desleixado e parvo mas que deslumbra com aquele sotaque ao lado da Julia Roberts.

Eu, fãzíssima dos brits, defendo o humor britânico com unhas e dentes que o Grant faz há décadas. É parvo, é tonto, é chato, é tão seco mas é tão bom ver filmes leves com este senhor. Faz parte daquele grupo de pessoas que parece que não está a representar, qual naturalidade que faz os seus papéis. Os papéis são sempre os mesmos logo não se pode esperar muito mas vejo os filmes dele exactamente por causa disso - já sei que tenho uma hora e meia de boa comédia e ainda limpo a vista (o charme dos 50) e os ouvidos (sotaque britânico é o melhor som deste mundo, believe me darlings).

Ora isto tudo para dizer que o Sr. Grant está numa sala de cinema perto de si e que você devia ver o filme dele, com o título traduzido "Argumento de Amor". É a história de um argumentista que ganhou um Óscar e nunca mais fez nada da vida e por isso para arranjar emprego nesta economia é forçado a dar aulas de guionismo de cinema numa universidade qualquer. Obviamente que o traste não percebe nada da coisa e por isso vai ter de explicar a um grupo de estudantes entusiastas que o admiram que ele é um falhado da vida.

 

 

É uma comédia? Sim. Tem romance? Tem, mas não é assim tão óbvio. É a melhor coisa que ele já fez na vida? devem achar que é fácil fazer um Notting Hill ou o Quatro Casamentos e um Funeral parte 2. 

MAS É BOM! Esqueçam o trauma de ele se ter juntado a Sarah Jessica Parker (porque é que ela insiste em ser outra pessoa que não a Carrie Bradshaw? Querida Sarah, não dá, não tentes mais, por favor!) e lembrem-se do sorriso rasgado, do humor inteligente e da pose papeta que se adora naquele homem. Removam-se da deprimência que é Portugal em Abril e aproveitem o "sol" numa sala de cinem obscura. Não vai revolucionar a vossa vida nem vão a correr comprar o DVD quando sair. Mas vão ter uma tarde bem passada. Se não gostarem, epá pelo menos aproveitem as pipocas.

 

 

Laggies: como enfrentar a idade adulta

 

 

Acho que a Keira Knightley é a minha actriz favorita. Gosto do facto de ela fazer filmes de época mas adoro ainda mais quando ela faz filmes modernos, porque ela tem aquele ar de desajeitada, de menina rebelde de nariz empinado e respondona. A-DO-RO. E depois de ver o "Begin Again" ("Num Outro Tom", em PT), so tinha de esperar mais uns meses para ver o "Laggies", no qual, cá está, a Keira faz de uma mulher de 28 anos perdda na vida e que quer tirar férias da idade adulta e voltar a ser adolescente, acampando em casa de uma "amiga", a fantástica Chloe Grace Moretz, mesmo quando seu pai não gosta muito da ideia, o também fantástico Sam Rockwell.

Com um elenco destes, óbvio que eu ia gostar do filme e a lição de vida (ou o raspanete) também me tocou: o tempo passa e ficamos adultos e não podemos fugir, apenas podemos ganhar tomates e enfrentar o mundo com o melhor sorriso irónico de sempre. Lá no fundo somos todos criançinhas de 10 anos a querer o colinho da mãe e comer danoninhos o resto do dia. Mas não pode sempre ser assim mas não devemos deixar de ser crianças. E é por isso que "Laggies" é um docinho para se ver a um domingo à tarde.