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Agora a Sério

Um local sério para se falar das coisas sérias de todos os dias. Só para pessoas que se levam muito a sério.

Agora a Sério

Um local sério para se falar das coisas sérias de todos os dias. Só para pessoas que se levam muito a sério.

O que ando a fazer #1

amaralrita, 24.04.15

A vida é meio maluca e deixa-nos sempre ocupados mas não podemos andar sempre com desculpas: tirarmos algum tempo livre para nos cultivarmos é realmente importante. Eu nestas coisas viro-me mais para a leitura mas cabe um é que sabe de si.

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Os últimos dois livros que li foram o Clube de Cinema, do jornalista David Gilmour, e Buda, da cientista Karen Armstrong. Dois livros bastante diferentes, sendo que o segundo já tinha lido e tive exactamente a mesma impressão. Mas uma segunda leitura é sempre diferente de uma primeira e valeram todos os minutos.

 

Mas nem sempre me consigo concentrar nos livros. Há sempre aquela semana em que conseguimos ler todos os dias e ficamos entusiasmados mas depois esquecemo-nos do livro e já nem vale a pena recomeçar. Por isso é que sou doida por revistas, de todos os tipos, assuntos e formatos. Uma revista pode-se ler em uma ou duas horas mas fica para a eternidade. Se no mês seguinte me apetecer ler de novo aquela história que me marcou, tenho uma outra experiência de leitura bastante prazerosa e que não demora semanas a ler.

 

Ora se geralmente quando preciso de ler alguma coisa, compro sempre uma revista de moda, como a Elle Portugal, mas às vezes uma pessoa tem de se virar para coisas mais "sérias". E depois de meses a ler ou a Time ou a The Economist, decidi mudar de ares e comprei a Marketeer e a Executive's Digest, a última muito pela capa e pelo preço convidativo. É preciso incentivar a imprensa e os negócios portugueses e quem diria que até eram uma boa leitura?

Para finalizar, a minha melhor amiga/irmã gémea/a minha alma, de seu nome música, está sempre comigo todos os dias. Nas últimas semanas, temos dado importância a James Bay - porque ele é um senhor fantástico que pegou numa guitarra e criou um álbum com sons simples mas letras profundas. Nem todos conseguem dominar esta arte, mas este senhor fá-lo na perfeição. Di-vi-no!

 

Ficam aqui as sugestões, se tiverem algumas, sintam-se à vontade de as dizer, que eu ando sempre à procura de novas revistas e novos livros para me esquecer deles na secretária.

 

 

Os Super-Heróis precisam de ser salvos

amaralrita, 23.04.15

Está a chegar o Verão e os big bosses de Hollywood já estão todos excitados, porque está a começar a época de fazer oceanos de dinheiro com os filmes de acção fantásticos. E o sinónimo de dinheiro fácil com efeitos especiais é Marvel.

A senhora Marvel está ainda mais excitada, porque este ano não vai mostrar um mas sim dois filmes que vão deixar o mundo com os olhos colados ao ecrã: eles, porque adoram as cenas de acção, e elas, porque adoram ver os músculos do Thor nas cenas de acção!

Pois é, a Marvel vai estrear a sequela dos Avengers e o novo filme do Quarteto Fantástico. É basicamente a mesma história mas com novos actores. Eu vi o trailer, sem grandes expectativas, e comecei a reflectir sobre o mundo dos superheróis e fiquei bastante irritada: isto está uma catástrofe, meus caros.

 

Mas vamos começar pelo princípio.

Quem começou esta salganhada toda do novo milénio foram os X-Men, logo em 2000, mas foi o Homem-Aranha, em 2002, que mostrou ao mundo que com o dinheiro não se brinca. Mostrou ao mundo que isto de por os super-heróis no cinema dá mais dinheiro do que o Christopher Reeve em collants. E agora multipliquem isso por três filmes. I love money!, ouviu-se em coro na Califórnia.

 

Pronto, estava o sucesso lançado. Vieram todos de seguida: o Iron Man, o Hulk, o Daredevil, a Electra, o Hellboy, a Catwoman, o Batman, o Quarteto Fantástico, o Super Homen, o Thor, o Capitão América...enfim, só para dizer alguns. 

Mas isto não se ficou só pelo cinema, pois a televisão já percebeu que em vez de passar desenhos animados, podia fazer temporadas de 22 episódios num ano. É mais fácil do que deixar as pessoas anos e anos à espera pela the next big thing. Tivemos o Smallville (nunca segui) mas agora temos o Arrow e o The Flash. 

 

Mas calma, meus caros, que isto agora está tão avançado que já estamos numa nova era em que pegam nos filmes anteriores e recomeçam as sagas todas: já temos novos Homen-Aranha, X-Men (do passado, vá) e agora temos um novo Quartet Fantástico. Mas aqui é que está o problema!

Qual é o sentido de fazerem novos filmes das mesmas histórias que apareceram há dez anos atrás? É que pessoas da minha idade ainda não se esqueceram dos antigos, porque é que vão fazer novos?

 

Mas isso não é pior, ora vejam:

 

- O Human Torch do Quarteto Fantástico é o Capitão América (o actor quis subir de divisão, é esperto);

 

- O Ben Affleck também quis jogar na Primeira Liga e passou de Daredevil para Batman;

 

- Mas o Batman supostamente é o Christian Bale...ou o Val Kilmer...ou o George Clooney? Se calhar o meu pai também é o Batman e eu não sei!

 

- E o Joker? No meu tempo era o Heath Ledger, o meu primo diz que é o Jack Nicholson e agora estão a dizer que é o Jared Leto. Boa, o vocalista dos 30 Seconds to Mars é o Joker nas horas livres;

 

- O Andrew Garfield e a Emma Stone são fantásticos mas filme do Homem-Aranha que se preze tem de ter o James Franco. É o mesmo que falar de doces e não falar de Nutella. 

 

- Há uma série do Flash e vão fazer um filme do Flash mas o actor não é o mesmo...em que é que ficamos?

 

- O novo Quarteto Fantástico tem a minha idade e a Susan e o Johnny são filhos de mãe branca e pai negro. Na próxima versão, são filhos de casal gay e um deles é transsexual (nada contra, apenas nada a ver com a história);

 

- A Jessica Alba era a Susan Storm mas foi substituída...tipo, mas há alguém que possa substituir a Jessica Alba?

 

- Expliquei-me como vai ser a terceira versão dos X-Men. 50 anos para a frente? Universos alternativos?

 

- Mas a Catwoman é a Halle Berry ou a Anne Hathaway? Se calhar era melhor desistirem desta personagem;

 

Isto é uma dor de cabeça para quem segue as novidades e eu só tenho 22 anos. Já não sei quem é quem! Por isso, peço aos produtores de Hollywood que se fechem numa sala e resolvam isto de uma vez por todas, porque se não quem fica com uma crise de identidade sou eu!

Eu tenho um talento

amaralrita, 22.04.15

Eu tenho um talento.

Quer dizer, tenho muitos mas no outro dia descobri outro: sou um íman para músicas.

Cada vez que entro numa loja ou num café, está sempre a dar uma música qualquer de que eu gosto.

Vou à Tiger e apanho sempre Beatles.

Entro num café, está a dar Rolling Stones.

Vou à Parfois e apanho aquela música parva dos One Direction.

Ligo o rádio no carro e a Taylor Swift canta-me o Blank Space. 

Passeio pelo Vasco da Gama e dá sempre a mesma música dos The Killers.

Quantas pessoas podem dizer isto? Ninguém, pois claro! Isto é um talento natural, só não sei como usá-lo exactamente. Há alguma profissão para isto? Do género «Consultor de Playlist para superfícies comerciais». 

Não gozem, que isto das profissões do futuro é uma coisa bastante séria. Quando eu ficar milionária, logo vos digo.

Adeus, calças brancas 38

amaralrita, 21.04.15

É daquelas coisas que não faz sentido. Que me podem explicar e eu não vou entender. Que me vão mostrar estudos científicos e eu mesmo assim não vou acreditar. É que não cabe na cabeça de ninguém.

Então isto é assim. Eu quando tinha 15 anos era magrinha, adorava usar aquelas minhas calças brancas 38 da BSK (e elas estavam largas) e não fazia nada da vida: fingia que corria nas aulas de Educação Física duas vezes por semana, comia todas as porcarias do mundo, se bebesse um copo de água por dia era muito, não sabia o que era chá, não entravam vegetais em casa e passava a vida a comer bananas. Não havia cuidado nenhum mas era magra.

Sete anos depois, houve uma revolução: faço exercício quase todos os dias (e fico a suar), desapareceram os donuts e os croissants, eu e a aveia e o farelo de trigo somos o trio maravilha, não sei o que é comer alguma coisa com manteiga, bebo um litro de água e um litro de chá por dia e o meu frigorífico está cheio de gelatina, morangos, saladas e legumes. E fica agora a pergunta: como é que eu não cabo nas calças brancas 38?

Bem, a verdade é que há uns anos para cá as grandes lojas metem as roupas numa super máquina de lavar e todos os tamanhos diminuem. As minhas calças brancas agora devem ser um 36 a puxar para o 34. E que também isto da idade e das hormonas influencia o peso.

Mas como é que é possível?

Será que há algum ingrediente mágico nos waffles de chocolate que se vendem nas máquinas da faculdade que nos fazem emagrecer?

Será que os sundaes do McDonalds têm cafeína que ajuda na queima de gordura?

Será que as pizzas da Pizza Hut são afinal sem glutén e o queijo derretido é queijo magro?

Será que dar três voltas ao campo de futebol meio-a-correr-meio-a-andar queima mais calorias do que uma aula de spinning? 

Será que a partir dos 20 anos o oxigénio que respiramos começa a contar como calorias?

A sério que não percebo e nunca vou perceber.

Avé, Franco

amaralrita, 20.04.15

O James Franco fez ontem anos e portanto eu tive de ver um filme dele - e depois de ter tentado ver 5 vezes, lá vi até ao fim o "Flyboys", de 2006, baseado num esquadrão de pilotos que tiveram um papel importante durante a Primeira Guerra Mundial.

Não estava nada planeado mas já que eu o considero uma das minhas principais man crush, lá fiz o esforço de ver o filme. Sim, que enorme esforço que foi ver o Franco com 25 anos, cabelo meio loiro, a fazer de piloto herói sensível. 

E ainda deu-me que pensar: porque é que os homens não usam botas até ao joelho? Aquele uniforme de piloto até é bastante sexy. Já que eles já usam skinny jeans, porque não usarem essas botas? Experimentem a ver se fica bem, meninos, pelo menos ficam estilosos.

«Mas tipo sim, ele é giro, mas é bué velho, qual é o teu problema de olhar para o Zac Efron?»

Tipo, quando o Zac Efron tiver um sorriso mega direitinho, um mestrado, um irmão mais novo que é um gémeo igualmente irresistível, avós madeirenses, e ainda escrever, produzir, realizar e representar nos seus próprios filmes, então eu começo a gostar dele. Mas até lá, o Jameszinho fica no sítio dele, no meu TOP.

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