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Agora a Sério

Um local sério para se falar das coisas sérias de todos os dias. Só para pessoas que se levam muito a sério.

Agora a Sério

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O melhor de 2015

Com o final do ano, temos de fazer todo um grande resumo dos melhores momentos aqui no blogue.

Foi de facto um ano cheio de aventuras e por isso aqui fica a lista de disparates feitos que me deixam super orgulhosa, pois são a prova de que evolui muito:

 

- Já sei me maquilhar, pelo menos sei o básico, não me peçam blush nem purporinas que ainda não cheguei lá;

 

- Dei largas às minhas aspirações de diva e fiz uma sessão fotográfica - até que correu bem!

 

- Homens charmosos são sempre do Sporting, está provado cientificamente;

 

Encontrei a minha cara metade e já não quero mais ninguém;

 

Experimentei dar umas dicas de ginástica mas eu continuo sem conseguir manter uma rotina digna de pessoa normal, a ver se leio este artigo para aprender alguma coisa;

 

- O mundo ficou a saber que a minha peça de roupa preferida são/eram umas calças brancas número 38. Não consigo falar delas sem ter uma lágrima no canto do olho;

 

Festejar feriados não é comigo...mas fazer a festa e conhecer pessoas é todos os dias!

 

- Aparentemente também descobri que sou famosa mas ainda não estou a ter o proveito;

 

Ir ao Porto foi uma super aventura e deu-me inspiração para me tornar numa turista a sério;

 

- Quando não se tem nada para fazer, xinga-se os meses do ano...porque pode-se culpar tudo e mais alguma coisa. Mas também porque vale a pena preocuparmo-nos com o fim do mundo?

 

- Ser saudável não é bom, porque dá trabalho, faz suar, dá dores de cabeça mas lá no fundo sabemos que vale a pena;

 

- As amigas tiveram um destaque, num momento de pieguice e fraqueza que prometo que não se volta a repetir em 2016.

 

- Ficámos doentes uma vez, quando apanhámos o Síndrome das Quatro da Manhã; e em Junho celebrámos o melhor aniversário do ano.

 

- Já o Verão, foi uma verdadeira montanha russa: o Verão chegou meio bipolar, faltámos aos festivais de verãodemos o nosso ar de graça contrariado no Santo António, engordámos uns 5 quilos, não tivemos descanso com todos os escândalos, e ficámos deprimidos com a saudade de um velho amigo que partiu e não regressa.

 

Ir às compras perdeu a sua piada e o encanto dos Saldos também já lá vai;

 

- Estamos todos hips nas redes sociais;

 

- E as aventuras no carro tomaram propoções épicas este ano: ah mais o facto de ter ficado sem bateria, gasolina e óleo num espaço de cinco meses.

 

MAS HÁ MAIS:

Entornar galão no carro; passar traços contínuos porque ir dar à volta à rotunda dá muito trabalho; correr à meia noite, para ver se passa a bebedeira; devorar um bolo às duas da manhã; ir para a night, dormir duas horas e começar o dia como se nada fosse; passar 3 horas seguidas ao telefone (sim, aconteceu); levantar às 6 da manhã para ir correr - onde é que eu tinha a cabeça; afinal a margem sul não é assim tão má; e virámos rebeldes e fizemos uma tatuagem - whaaaat;

 

E mais e mais coisas aconteceram. Mais loucuras escondidas nos pântanos da memória. 2015 foi um ano muito bom para o bloguito que está cansado de fazer tanta asneira mas parece-lhe que o futuro não vai melhorar e por isso mais vale encolher os ombros e aproveitar a montanha russa enquanto temos saúde (às vezes o colchão da cama já faz doer as costas mas nós aguentamos).

 

Beijinhos, abraços, beijinho de esquimó, corações, emojis e outras piroseiras que o bloguito gosta de mandar a todos vocês que o deixam todo piegas quando o lêem e falam com ele. Um óptimo 2016 e se se sentirem estúpidos com as asneiras que fazem na vida, já sabem que o nosso ombro está sempre aqui para vos apoiar.

 

Até 2016!

 

 

 

O cartão e o carro

Sai mais uma fábula do livro de contos: a Rita estragou um cartão de débito.

 

O meu cartão de débito é invejado por todo o mundo porque é dourado. Mas também é matreiro. Há semanas em que anda sempre fora de casa e quando eu digo para ele ficar quietinho na carteira, ele tenta sempre esquivar-se para ir parar a um multibanco. É uma criança cheia de sonhos a achar que pode explorar este e meio mundo e que quando chegar a zeros não há problema nenhum.

Mas tenho de pedir desculpa porque não se deve falar assim dos mortos: é que eu matei o meu cartão de débito.

 

Ora uma pessoa quando conduz e vai à praia tem de sacar o cartãozinho para pagar a portagem na ponte, não é, e em vez de estar a abrir a mala, tirar a toalha, a água, a comida, os chinelos e a carteira até achar o cartão, uma pessoa deixa-o à mão, na viseira do condutor. Está perfeito e nem é preciso fazer mais nada...desde que não se esqueça de antes de fechar o carro levar o cartão para casa, não é?

 

Pois.

 

Houve um dia em que ele de facto não foi para casa. E o carro ficou a descansar, num tórrido dia de Agosto com temperaturas a oscilar entre os 36 e os 38 graus. A Rita segue a sua vida e no dia seguinte pensa em sair de casa: "ai com este calor só saio às 20h". Muito bem, Rita, acho que faz muito bem. Quando chegamos ao carro, metemos a viseira para baixo e está lá o cartão.

"Olha que engraçado, está cá o cartão, ainda bem que não precisei dele antes".

O cartão estava lá mas não como dantes.

Tinha ganho uma ondulação característica, como se tivesse ido ao cabeleireiro fazer beach waves. Agora sim, estava dourado, ondulado e com o chip a não funcionar. Eu tinha um cartão californiano que não podia mais surfar.

 

Então não dás dinheiro? E agora?

 

Ainda fui teimosa e tentei que ele pagasse as compras em algumas lojas - e a verdade é que meio torto ele lá se despachou mas as caixas não o queriam de volta. Ou ia bem vestido ou nada feito.

No dia do funeral, nem o consegui levar ao banco. Pedi um substituto mas não o consegui enterrar. Ficou embalsamado, dentro da gaveta, como recordação. Aqui fica uma última homenagem.

 

E não se esqueçam da moral da história: paguem a portagem com dinheiro.

 

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